Na América, Luis, há gente que defende coisas parvas só para aparecer, não é?
A Constance Johnson, por exemplo, quer acabar com a masturbação masculina. Pelos argumentos apresentados a masturbação feminina, essa, será sempre legal. Légal, dirão as brasileiras.
Quer também punir os sonhos húmidos! Não podem os meus filhos, nem eu, sonhar com a colega, ou a senhora mamalhuda do autocarro durante a noite. Porque os lençois não são depósito correcto para sémen. Ela diz que deveria ser proibido depositar esperma em outro local que não na vagina de uma senhora. Quem nos dera a todos.
Mostrar mensagens com a etiqueta TU CÁ TU LÁ. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta TU CÁ TU LÁ. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 5 de julho de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
N'América
O Colbert consegue vencer o Stewart quando tem convidados a fazer isto:
Em Portugal não há televisão assim. Mesmo já com tantos canais temáticos pagos...
The Colbert Report
Get More: Colbert Report Full Episodes,Political Humor & Satire Blog,Video Archive
Get More: Colbert Report Full Episodes,Political Humor & Satire Blog,Video Archive
Em Portugal não há televisão assim. Mesmo já com tantos canais temáticos pagos...
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Clinton November 8, 2011.
Vi ontem o The Daily Show de 8 de Novembro de 2011. A tecnologia faz isto. Aquela coisa que matou o vhs e os vídeo clubes, grava sete programas por semana e eu vejo dois ou três de quando em vez. A percepção que tenho do mundo, e dos americanos em particular, fundamenta-se, portanto, em factos de há quatro meses... revelados num programa informativo insuspeito.
Ainda estou nas pré primárias dos Republicanos quando Herman Cain, Michele Bachmann e, oh god, Rick Perry eram candidatos. Mas neste programa o tema foi a economia. Depois de uma mão cheia de Jon Corzine (que através da sua MF GLOBAL, agora falida, investiu na dívida de Portugal) foi Bill Clinton o convidado de Jon Stewart. O ex presidente, para além de explicar bem os seus argumentos, disse algo assim "Não podemos lidar com a questão da dívida - como os britânicos estão agora a perceber - com austeridade, a não ser que haja crescimento. Se houver crescimento, quando, por exemplo, cortamos o défice temos taxas de juro muito baixas e os proprietários das casas poupam, os negócios poupam, há maior investimento. Mas se as taxas de juro já estão praticamente a zero, não há actividade... Se houver grandes cortes agora, o que acontecerá provavelmente é a descida das receitas fiscais, ainda maior do que o corte na despesa e o défice irá piorar. Temos de fazer crescer a economia e voltar a dar emprego às pessoas."
Ou seja. Austeridade sem encorajar a economia, não trará mais receita fiscal e muito menos crescimento económico mas apenas mais problemas. Mas este é um homem pouco temente a Deus que se envolveu sexualmente com uma estagiária... o que sabe ele?
Ainda estou nas pré primárias dos Republicanos quando Herman Cain, Michele Bachmann e, oh god, Rick Perry eram candidatos. Mas neste programa o tema foi a economia. Depois de uma mão cheia de Jon Corzine (que através da sua MF GLOBAL, agora falida, investiu na dívida de Portugal) foi Bill Clinton o convidado de Jon Stewart. O ex presidente, para além de explicar bem os seus argumentos, disse algo assim "Não podemos lidar com a questão da dívida - como os britânicos estão agora a perceber - com austeridade, a não ser que haja crescimento. Se houver crescimento, quando, por exemplo, cortamos o défice temos taxas de juro muito baixas e os proprietários das casas poupam, os negócios poupam, há maior investimento. Mas se as taxas de juro já estão praticamente a zero, não há actividade... Se houver grandes cortes agora, o que acontecerá provavelmente é a descida das receitas fiscais, ainda maior do que o corte na despesa e o défice irá piorar. Temos de fazer crescer a economia e voltar a dar emprego às pessoas."
Ou seja. Austeridade sem encorajar a economia, não trará mais receita fiscal e muito menos crescimento económico mas apenas mais problemas. Mas este é um homem pouco temente a Deus que se envolveu sexualmente com uma estagiária... o que sabe ele?
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
"Feliz" 2012
Este poderia ser um post com votos de feliz 2012, incluindo toda a panoplia de desejos e vontades para o novo ano mas nao ira se-lo. Para que desejar algo que sabemos que nao vai acontecer? Como todos sabem 2012 ira ser um ano dificil em que vamos andar todos a trabalhar para aquecer, a contar os tostoes ao fim do mes e a engolir sapos no trabalho pois nao podemos mandar tudo as ortigas como o nosso intimo reclama. Vamos ter de dizer amen a directores idiotas que nos esfolam e a quem nos ainda temos de agradecer por termos um posto de trabalho. Pessoalmente nao vou sofrer muito financeiramente com a crise uma vez que estou do outro lado do Atlantico mas sofro na parte de ter de engolir os sapos. Se tudo estivesse bem podia facilmente mandar tudo para tras das costas e regressar a Portugal para junto das pessoas, lugares, habitos que realmente gosto e que muita falta me fazem. A medida que o tempo passa cada vez e mais dificil apanhar a carreira para Rincon. O tempo nao deveria provocar exactamente o oposto?
Assim sendo apenas posso esperar que todos se aguentem a bronca o melhor que conseguirem desse lado do atlantico que eu farei o mesmo por estas bandas...
Assim sendo apenas posso esperar que todos se aguentem a bronca o melhor que conseguirem desse lado do atlantico que eu farei o mesmo por estas bandas...
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Nossa Srª do Aloín
De um lado os nossos excelsos governantes planeiam suprimir alguns feriados ao calendário anual e terão até já o beneplácito da Igreja Católica. Do outro é ver as incautas crianças, adolescentes e outros mais crescidos, a comemoram o tal do halloween. Enquanto a crise aconselha contenção eis que as montras nos sugerem outonais máscaras carnavalescas de gosto muito duvidoso.
Estamos numa nova ordem capital. Se a televisão sugere que nas Américas as crianças se divertem no trick-or-treat, os comerciantes aproveitam os olhos dos miúdos para ir ao bolso dos pais. Pena que o Ramadão ou o Brit Milá não tenha presença tão mediática nas nossas televisões.
Mas esse tal Halloween é de facto exagerado para nós. Vazio de sentido e tradição serve apenas para alimentar a pobre economia das fantasias e disfarces. Mas se olharmos atentamente fantasias e disfarces é o que não falta a este condenado país. E, tal como nos filmes série B, decidimos traduzir a coisa para Dia das Bruxas (seria Witches Day) o que é mais, muito mais do que tradução livre.
Luis, tu podes comemorar. Estando no meio dos americanos é só cortar as abóboras e vestires de negro e afins. Publica, por favor, fotos das tuas celebrações.
Estamos numa nova ordem capital. Se a televisão sugere que nas Américas as crianças se divertem no trick-or-treat, os comerciantes aproveitam os olhos dos miúdos para ir ao bolso dos pais. Pena que o Ramadão ou o Brit Milá não tenha presença tão mediática nas nossas televisões.
Mas esse tal Halloween é de facto exagerado para nós. Vazio de sentido e tradição serve apenas para alimentar a pobre economia das fantasias e disfarces. Mas se olharmos atentamente fantasias e disfarces é o que não falta a este condenado país. E, tal como nos filmes série B, decidimos traduzir a coisa para Dia das Bruxas (seria Witches Day) o que é mais, muito mais do que tradução livre.
Luis, tu podes comemorar. Estando no meio dos americanos é só cortar as abóboras e vestires de negro e afins. Publica, por favor, fotos das tuas celebrações.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
D'América
A minha América, como a de tantos da minha geração (e mal posso crer que escrevi isto) é algo construído via televisão e cinema. Há cerca de 15 anos uma amiga foi para lá estudar. E casar e mais não sei o quê. Na primeira visita a Portugal disse-me aterrorizada."Aquilo é tal e qual como nos filmes". Entretanto regressou com o marido americano e vivem no Algarve. Olhão, segundo últimas notícias.
Eu nunca quis ir aos States. Tive, e tenho, outras prioridades. Entretanto ainda cá estava o Luís, parceiro deste blogue, e já nos divertíamos com o Jon Stewart e o seu Daily Show. Agora gravo o programa. As maravilhas da tv por cabo deixa a coisa em automático e tenho um vasto leque de shows para ver, que entretanto, registe-se, passou também para a SIC Notícias além de se manter Radical.
O programa de June 1st (ver aqui na time line) é perfeito para explicar este fenómeno. E a minha obsessão. Neste programa, Stewart e a sua trupe, que nunca se esquece de referir e elogiar, dedicaram atenções ao caso Weiner e cruzou duas personagens favoritas: Palin e Trump. Encontraram-se estes para comer pizza em Nova Iorque. Pelo meio, maravilhoso, uma dúzia de sugestões gastronómicas para quem viajar para Nova Iorque em breve. Mas depois, e isso sempre me fascinou, uma entrevista rara na televisão. Curta, digna e preciosa. Bill Moyers (que não é feito de espuma nem de feltro como foi apresentou) começa desta forma a conversa: Perceber a diferença entre o importante e o imediato. Porque o imediato nem sempre é o mais importante.
Eu nunca quis ir aos States. Tive, e tenho, outras prioridades. Entretanto ainda cá estava o Luís, parceiro deste blogue, e já nos divertíamos com o Jon Stewart e o seu Daily Show. Agora gravo o programa. As maravilhas da tv por cabo deixa a coisa em automático e tenho um vasto leque de shows para ver, que entretanto, registe-se, passou também para a SIC Notícias além de se manter Radical.
O programa de June 1st (ver aqui na time line) é perfeito para explicar este fenómeno. E a minha obsessão. Neste programa, Stewart e a sua trupe, que nunca se esquece de referir e elogiar, dedicaram atenções ao caso Weiner e cruzou duas personagens favoritas: Palin e Trump. Encontraram-se estes para comer pizza em Nova Iorque. Pelo meio, maravilhoso, uma dúzia de sugestões gastronómicas para quem viajar para Nova Iorque em breve. Mas depois, e isso sempre me fascinou, uma entrevista rara na televisão. Curta, digna e preciosa. Bill Moyers (que não é feito de espuma nem de feltro como foi apresentou) começa desta forma a conversa: Perceber a diferença entre o importante e o imediato. Porque o imediato nem sempre é o mais importante.
Vejam e façam a contextualização.
Subscrever:
Mensagens (Atom)